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Não há vagas!

(Um artigo escrito por ErasmodeOliveira em 2018, homenageando
Milton Carmichael, que escreveu algo parecido em 1896)

Lojas vazias, comerciantes sonolentos nas portas, à espera do freguês que nunca vem. Em vez de clientes com dinheiro na mão, entra mais um desempregado e traz mais um currículo para aumentar a pilha de papel amarelado que jaz num canto do balcão. A cidade está à espera de um milagre e ninguém parece disposto a dar o primeiro passo. Se cair do céu, pode até ser que as pessoas assinem embaixo, mas, caso contrário, amaldiçoar a escuridão parece ser mais fácil do que acender uma vela.

O pouco dinheiro que existe na cidade, é aquele mesmo de vinte anos atrás, não entra dinheiro novo, a cidade se fecha contra gente “de fora” e os mesmos “senhores-de-engenho” de sempre continuam dando as ordens para os mesmos peões. Nada muda, não entra ar novo na casa e o mofo toma conta de tudo. Obviamente, se os atores são os mesmos, não existe criatividade, a concorrência é nula ou então, é uma rixa entre dois eternos rivais, que se alternam no poder, ainda que esse tal “poder” já não represente tanto quanto representava no passado. Cada um visa seu próprio umbigo e vê a cidade como algo que deve permanecer engessado, vivendo como se vivia há cinquenta ou cem anos, pois o crescimento é algo perigoso.

Um dia, porém, quando a cidade estiver totalmente entregue às moscas, haverá alguém que veja as vantagens de se unir e pensar em grupo, de se deixar de lado a concorrência predatória (na verdade, uma eterna rixa política) e de se partir para uma grande parceria entre todos os que querem que a cidade cresça de forma sustentável e que ela ofereça oportunidades aos filhos e netos dos antigos peões e patrões. A tendência é que a população cresça ao longo do tempo e, se a economia local não crescer também, a estação rodoviária se torna a única saída para os jovens. Com o tempo, a cidade se implode.

Não importa qual é o ramo ou o tamanho das empresas, todas se beneficiam quando a economia cresce e todas sofrem, quando existe uma crise. Cada um a seu modo, sente o impacto do mercado e a estratégia ideal é a união entre todos, buscando trazer dinheiro novo para circular na cidade. O Turismo, quando bem planejado, é essa injeção de capital, são novos clientes para a cidade toda e um turista terá interesse em conhecer a CIDADE (e não apenas UMA empresa), quando houver uma correta divulgação dos atrativos que a cidade inteira tem, unida.

Isso envolve PROFISSIONALISMO, gente capacitada, olhando a cidade com os olhos do turista, mostrando ao mundo os diferenciais de qualidade e as coisas que só existem ali naquele lugar e que podem ser, inclusive, o silêncio e a calma de uma praça tranquila, que, aos olhos locais pode parecer marasmo, mas que, para o morador de uma grande cidade, é um oásis e merece um final-de-semana para fazer higiene mental.

Então, o remédio para a “crise” existe, sim! Se nossa inimiga é bem estruturada e nos atinge a todos, somente com a estreita parceria entre nós é que se pode enfrentar e vencer o monstro que come empregos. Um trabalho profissional e de longo prazo, destacando o que a cidade tem de melhor e melhorando o que ainda não está tão bom assim, educação do povo local para receber bem os turistas e visão global das coisas. Esse é o remédio e, uma vez que a comunidade resolver tomar o remédio sem fazer birra feito moleque mimado, pode trocar a placa: sim, há vagas e elas chegaram nas malas dos milhares de turistas que vieram para cá abrir as janelas e arejar o mofo do passado!

O que é um Convention & Visitors Bureau?

“Os Convention & Visitors Bureaux (CVBx) são estruturas independentes, não-governamentais, apartidárias, sem fins lucrativos, com a missão de promover o desenvolvimento econômico e social do destino que representam, através do incentivo e fomento da indústria do Turismo. É instrumento de planejamento, promoção, apoio, captação e geração de eventos e incentivo ao Turismo de entretenimento e lazer para destinos em formação e consagrados.

O surgimento do primeiro C&VB do mundo foi motivado por um artigo do Jornalista Milton Carmichael no periódico The Detroit Journal, em 6 de fevereiro de 1896, que questionava a passividade dos empresários locais com relação aos benefícios da vinda de visitantes para a cidade.”

(Este texto – extraído do website brasilcvb.com.br – foi lido de maneira resumida por ErasmodeOliveira na Sessão Ordinária da Câmara Municipal da Estância Turística de Avaré de 19/11/2018, formalizando o lançamento da pedra fundamental do Avaré County Convention & Visitors Bureau.)

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